22 de Fevereiro de 2012
O corpo do administrador de empresas Celso Renato Braga Cabral, 46 anos, que morava no Engenho Pequeno, foi sepultado no Cemitério do Maruí, no Barreto, Niterói, no final da manhã de ontem. Ele foi uma das 15 vítimas fatais do desabamento de três prédios no centro do Rio, na noite de quarta-feira. Ainda há 12 desaparecidos. Celso trabalhava no departamento pessoal de uma empresa que funcionava no Edifício Liberdade. Com o dia chuvoso, cerca de 200 pessoas compareceram ao sepultamento.
Flamenguista e colaborador do Encontro de Casais da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, no Barro Vermelho, Celso Renato Braga Cabral era casado com Eunice dos Santos Cabral e deixou um casal de filhos adolescentes: uma menina de 19 anos e um rapaz de 17. O pai do administrador, o aposentado Celso Cabral, 70, não conteve a emoção quando o cortejo deixou a Capela B (São Mateus) e segui até a sepultura. “Não aguento ver meu filho ser sepultado. Ele não merecia isso. Morreu trabalhando, como um homem de bem, que não fazia mal a ninguém.”, disse o aposentado, que foi amparado por familiares e amigos.
Muito emocionados, familiares de Celso Renato Braga Cabral não quiseram comentar a tragédia. Para os amigos, a imagem que vai ficar do administrador é de uma pessoa muito prestativa e amiga. Vários membros da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima compareceram ao sepultamento.
“Todos esses amigos aqui mostram o quanto o Celso era uma pessoa especial. Por sua dedicação e amizade, o Celso era uma pessoa muito queria por todos”, contou o fotógrafo Iran Tavares, 46.
Celso morreu trabalhando
No momento do desabamento, Celso Renato Braga Cabral já havia passado do seu horário e cumpria hora extra na empresa que funcionava no Edifício Liberdade. De acordo com o seu padrinho, o engenheiro civil, José Affonso Barbosa, 81 anos, essa prática era um costume do administrador.
“O Celsinho sempre foi uma pessoa muito responsável e só saía do trabalho depois que acabasse tudo. Era um exemplo de pessoa para toda a família e amigos”, contou José Affonso, que deu a oportunidade do primeiro emprego para o afilhado.
“Quando ele era muito jovem o chamei para trabalhar na minha empresa. O Celso era de uma família muito simples e teve que batalhar para se formar na faculdade de Administração, quando trabalhava e estudava. Há uns dois anos, disse que ia conseguir uma vaga de emprego para ganhar mais. Porém, ele disse que prezava o ambiente e os amigos da empresa que ele trabalhava e que iria permanecer na empresa”, disse.
|
|
|
Expediente |
Anuncie Aqui |
Trabalhe Conosco |
Twitter |
Comunidade no Orkut |
RSS |
Fale Conosco
©Copyright O SÃO GONÇALO - Todos os direitos Reservados