05 de Fevereiro de 2012
Após um ano de investigações, policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) estouraram, na manhã de ontem, duas centrais clandestinas de TV por assinatura, em Itaipuaçu, Maricá. O esquema contava com uma empresa legalizada de serviço de internet banda larga, que funcionava como fachada e também concentrava o esquema do Gatonet. Ninguém foi preso. Dois policiais civis, sendo um da ativa e o outro já expulso da corporação, seriam os responsáveis pelo esquema que funcionava como uma milícia.
Operação - Para cumprir mandado de busca e apreensão, as equipes da Draco-IE chegaram até a empresa de internet, instalada em duas salas alugadas nas dependências de um posto de combustível, em Itaipuaçu, onde foram encontrados dos computadores, anotações financeiras e equipamentos relacionados ao Gatonet.
A seguir, os agentes conseguiram rastrear o sinal das centrais clandestinas e chegaram às duas casas, que abrigavam equipamentos, como aparelhos decodificadores e antenas de TV a cabo. Em uma das residências, havia, além dos materiais para as transmissões, três carros (Uno, Palio e Gol) preparados com escadas e caixas de ferramentas para a manutenção da rede clandestina. Um quarto veículo (Uno) foi apreendido ao lado do posto onde funcionava o escritório.
Investigações - As investigações apontam que a quadrilha usava 11 carros para manutenção. Alguns veículos constam como busca e apreensão e outros com os pagamentos atrasados. O esquema lesava as empresas Sky (TV a cabo) e Ampla.
Faturamento de R$300 mil
Nos 12 meses de investigação, os policiais levantaram cerca de nove mil clientes da central clandestina de TV a cabo. Cada “cliente” pagava R$ 30 por mês. De acordo com a polícia, o faturamento da quadrilha chegava a cerca de R$ 300 mil. Todos os imóveis usados pela quadrilha eram alugados.
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